sexta-feira, 26 de junho de 2009

rasgo a memoria
és o rascunho que continuo a rabiscar
e os dias que apago
és o momento inventado
que de tão perfeito
se esquece de ser real
e és a hora que mora no segundo
e a lágrima que nunca foi dita

és o segredo que calo
e que mora cá dentro
e que é tão meu
que nunca foi teu

o que sabes
é o que eu não sei
e a tua letra ficou presa ao meu cabelo
e morreu de tanto te esperar

deixamos de fazer sentido
porque o momento certo
para ser feliz é agora
e agora não existe mais
para nós dois
agora é a palavra magoada
nos mil e um para sempre
que cantamos um ao outro
nas promessas
sussurradas ao ouvido




a m o .o .d e s t i n o


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